domingo, 12 de fevereiro de 2012

CONVITE - LYA LUFT



Convite


Não sou a areia

onde se desenha um par de asas

ou grades diante de uma janela.

Não sou apenas a pedra que rola

nas marés do mundo,

em cada praia renascendo outra.

Sou a orelha encostada na concha

da vida, sou construção e desmoronamento,

servo e senhor, e sou

mistério.


A quatro mãos escrevemos este roteiro

para o palco de meu tempo:

o meu destino e eu.

Nem sempre estamos afinados,

nem sempre nos levamos

a sério.

15 comentários:

  1. Em entrevista a Paulo Eduardo de Vasconcellos, na revista "Veredas",
    ao ser perguntada sobre o que é seu novo livro, respondeu:

    "Não sei. Começo exatamente perguntando que livro é este.
    Não é um ensaio porque não sou acadêmica.
    Não é ficção porque não é inventado.
    É o resultado de idéias que vão surgindo, de novas linguagens, novas coisas a serem ditas, mas ainda sem nome.
    Não sei o que é.
    É pensamento talvez, não sei explicar.
    A semente foi uma vontade de escrever sobre a maturidade.
    Vivemos numa sociedade que por um lado tem coisas dramáticas e trágicas, e por outro está imbuída de uma futilidade angustiante.
    Não só das mulheres na busca da eterna juventude — algo pobre, triste.

    As pessoas passam a não saborear os 40 anos,
    os 60, têm pavor dos 70, aos 80 já gostariam de ter morrido.
    São como um carro rodando com os faróis voltados para trás."

    Extraído do livro "Perdas & Ganhos", Editora Record - Rio de Janeiro, 2003, pág. 12.

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  2. Lya Fett nasceu em Santa Cruz do Sul, uma cidade de colonização alemã, como filha do advogado e juiz Arthur Germano Fett.

    A sua família tinha muito orgulho de suas raízes germânicas e, por isso, considerava-se superior aos "brasileiros", embora seus integrantes tivessem chegado ao Brasil em 1825.

    Durante sua juventude, Lya foi tida como uma menina desobediente e contestadora: não gostava de aprender a cozinhar nem a bordar e chegou a ser mandada para um internato durante dois meses.

    Porém, desde cedo foi uma ávida leitora — aos onze anos, já recitava poemas de Göethe e Schiller — e tinha um relacionamento mais natural com o pai, um homem culto a quem idolatrava, do que com a mãe.
    Aos dezanove anos, ela se converteu ao catolicismo, espantando os pais, ambos luteranos.

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  3. A partir de 1959, Lya Luft passou a residir em Porto Alegre, onde se diplomou em Pedagogia e em Letras Anglo-Germânicas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

    Passou a trabalhar então como tradutora de literaturas em alemão e inglês — já traduziu para o português mais de cem livros,
    dentre os quais se destacam traduções de Virginia Wolf,
    Rainer Maria Rilke,
    Hermann Hesse,
    Doris Lessing,
    Günter Grass, Botho Strauss e Thomas Mann.

    Em 1963, aos vinte e um anos, Lya se casou com Celso Pedro Luft, então um irmão marista, dezanove anos mais velho do que ela.

    Eles se conheceram durante uma prova de vestibular, para a qual ela chegara atrasada.
    Ela e seu marido tiveram três filhos: Suzana (1965), André (1966) e Eduardo (1969).

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  4. A vida é exactamente isso... conhecermo-nos cada vez mais e melhor!

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  5. Lindo poema!
    Não conhecia nada de Lya Luft.Gostei do que li.Obrigada pela partilha.
    Maria Emília

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  6. e enquanto não nos conhecermos a nós próprios tudo não passará de um mistério. cabe-nos desnudar essa ignorância para nos encontrarmos.

    a...té

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  7. Belíssima escolha poética.
    Gostei.
    Um beijo, querida amiga.

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  8. Somos um grão de areia no universo, mas produzimos coisa tão belas como oeste poema
    Saudações amigas

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  9. Sério rima com mistério como nas antíteses desta vida, em que nem somos areia nem somos praia...

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  10. A fotografia é linda e sugestiva, parabéns!
    O poema é bom, fala connosco...
    Este teu espaço está um encanto.

    Obrigada pelos votos no dia de S. Valentim. Fui dançar um pouquinho, já foi bom.

    Beijos.

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  11. .

    .

    . nem sempre . mas . por agora . somos . concha ao peito e peito em arco . aberto . enquanto o destino nos conceder .

    .

    . um beijo . sempre amigo .

    .

    .

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  12. Minha querida

    Uma boa escolha...um poema maravilhoso e toda a informação que adorei ler, não sabia muito sobre Lya Luft.

    Deixo um beijinho com carinho
    Sonhadora

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  13. Amiga mais uma excelente escolha escolha, gosto imenso dos poemas de Lya Luft.
    Peço desculpa de só geralmente comentar ao fim de semana, mas durante a semana é bastante difícil conseguir arranjar tempo disponível para visitar os amigos.
    Tenha um dia maravilhoso
    Beijinhos
    Maria

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  14. Estimada Amiga Tulipa,
    Adorei este magnifico poema e me revi nele.
    Agradecia que me enviasse para o meu e-mail evoramacau@gmail.com o seu endereço para lhe poder dar umas dicas importantes sobre a viagem que está planeando aqui à Tailandia.
    Um conselho fundamental, não se mete em agências de viagens, compre simplesmente os bilhetes de avião, depois cá tudo se resolverá, depende dos locais que desejar conhecer.
    Um abraço amigo

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  15. Continua na mesma...
    Abre o blogger como se fosses editar um post e depois segue os passos que aqui indico.

    http://luisaalexandramarques.blogspot.com/2011/04/verificacao-de-palavras-no-blog-como.html

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