sábado, 1 de setembro de 2012

AVÓ SENTADA COM CHAPEUZINHO DE PALHA



AVÓ SENTADA COM CHAPEUZINHO DE PALHA


INFINITA PACIÊNCIA A DO CARDO NAQUELA DUNA

UMA AVÓ COM CHAPEUZINHO DE PALHA

SENTADA A VER O MAR E A FLOR

a família está na água


(...continua)


POEMA
de
ABEL NEVES


Gosto de comprar o Jornal "Público" aos sábados,

pois contém a revista "Fugas"

e descobri que em 2011 também havia uma rúbrica intitulada:

POEMA AO SÁBADO

e, foi assim que descobri este belo poema de Abel Neves

associo sempre uma imagem minha aos poemas que transcrevo,

é certo que na imagem em causa,

esta doce avó não tem chapéu de palha,

mas está sentada e tem junto a ela "cestos de verga"

feitos por aquelas hábeis e já enrugadas mãos.

Acho a foto uma delícia, daí que fiz a associação.

(indo aos comentários acabam de ler o belo poema)

domingo, 19 de agosto de 2012

DIA MUNDIAL DA FOTOGRAFIA


 HOJE - DIA MUNDIAL DA FOTOGRAFIA

decidi fazer um post com várias imagens relacionadas com prémios que ganhei, exposições em que participei, raid fotográfico da Moita.

Imagens de pessoas que vou conhecendo através de todos estes eventos, ligadas pela paixão da fotografia.

Na 1ª imagem estou com os prémios que recebi e o diploma de participação, em 2011, no concurso organizado pelo jornal "Correio da Linha" em que uma das minhas fotos foi premiada.

Na imagem abaixo é a mascote que recebi quando participei no 3º Raid Fotográfico da Moita.

Na imagem seguinte estou na companhia dos donos e da relações públicas da discoteca onde fiz a minha última exposição sobre a Índia, ao fundo vê-se alguns dos meus quadros, em 2011.








Nos passeios fotográficos que participo fazem-se sempre amizades

interessantes e passam-se momentos de muita alegria e união entre os

participantes - o convívio é muito salutar!



quarta-feira, 1 de agosto de 2012

QUERO UMA VIDA SIMPLES E PACATA




Quero uma vida simples e pacata
Amanhã não sei se ainda estarei na estrada
Para quê o luxo e a ambição ?
Entopem as veias do coração
são filhos rebeldes da ilusão
Quero da vida o ar de montanha
flores do campo para cheirar
o sol poente espelhado no olhar
Da vida eu busco o gesto brando
o olhar contemplativo e manso
o rio que corre sereno
a levar meus cuidados em leito ameno
 * Úrsula Avner * 
* imagem de minha autoria
* poesia com registro de autoria

sábado, 21 de julho de 2012

CANDELABROS - NESTOR VÍTOR




OS VERSOS

Versos ... são candelabros que se tocam
Tirando estrelas do cristal ferido ...
Óleo de que perfumes se deslocam         
Estranhos, num vapor vago e fluido...
        
Bergantins marchetados de ouro e prata
A balouçar num mar sonoro e ardente,
Que todo em nenúfares se desata
E em ilhas verdes, infinitamente ...

Versos ... largas cadeias de diamante,
Lançadas de um extremo a outro da Terra
Para pô-la risonha e soluçante,
— Áureas grilhetas de amorosa guerra ...

Ah! toda esta ânsia que nos arde ao seio,
Todo este fogo que nos queima a boca,
Se revela das formas neste anseio,
Nesta sofreguidão absurda e louca.

Porém, se nós pudéssemos apenas
Abrir os olhos, dominar o Mundo,
E em atitudes nobres e serenas
Mostrar-lhe todo o nosso estranho fundo ...

Se em palavras se dissesse tudo,
Num ardor, num cantar vivo e direto,
Fora melhor que se ficasse mundo:
Era mais simples e era mais completo ... 


Transfigurações (1902)



sábado, 7 de julho de 2012

A TUA AUSÊNCIA...




PERMANÊNCIA

nem sempre a névoa
é veu bastante

para se sentir a ausência.

às vezes a trégua

de um eterno instante

de feliz saudade,

é pontual quadrante

da permanência...

 
(Teresa Teixeira)

domingo, 1 de julho de 2012

CAMPOS DE ARROZ



Nunca tinha desfolhado folhas de papel de arroz
nem sabia que de tão finas nunca se colavam .
Olhou-as,  folhas plenas de figuras, chamavam-lhe letras,
e essas,  ela não conhecia .
Em lombadas vivas e largas
em papel pardo, adormecia de olhos abertos
ouvia sons e notas de ouvido,  fugidas de cor
Agri-doce
Começou a desfolhar folhas de papel de arroz, descoladas
o odor era adocicado, e inalava-o com uma força extrema
Lânguida se deixou levar  para mundos de bambu
arrozais que não secavam
Sapatos de panos em pés de gueixas
Agri-doce
Tentava fixar os sentidos, o tacto era suave nas folhas
rude na capa .
Entre folhas de papel de arroz e capas de cartão…
misturava sentidos .
Agri-doce.
Docemente desfolhou folhas de papel de arroz,
misturou tudo em arrozais húmidos.
Apurou o ouvido e ouviu sem som, folhas que se desfolhavam
leves por não pesarem
brancas
Imaculadas
Compressas em duras capas de cartão prensado
Pés atados de gueixa
repisavam folhas de papel de arroz 
Agri- doce

(Teresa Maria Queiroz)




(2 fotos de campos de arroz perto de Chiang Mai - Tailândia)

sexta-feira, 22 de junho de 2012

CAMPO DE LÍRIOS






Trouxe-me um tempo que tinha
de renda um campo de lírios.
Deitei-me à sombra do vento,
à deriva da brancura
que a chuva chorou de terra
e enterrou em semente
comigo, num outro tempo.
Fiquei num tempo pisado
pela ceifa da colheita
e o ânimo que me ensaia
ergue-me à proa da fuga,
agarro-me ao vento e cravo
as esporas da contramão
que sigo com o meu fado.
Subo a eito, ascendo a prumo,
encho o peito e me consumo
na atmosfera viciosa
onde pelejo torturas
que me assombram o regresso
ao campo outrora vingado
de colheitas proveitosas...
Não sou desse tempo agora.
Trouxe-me um tempo que chora
sobre lírios não plantados...