sábado, 19 de maio de 2012
EU QUERIA ESTAR NO PORTO...NESTE ENCONTRO
O MEU PENSAMENTO hoje vai para
Viajantes portugueses trocam viagens em encontro no Porto
AH...como eu queria estar lá...!
A Casa do Infante é, pelo menos durante este sábado, o cais destes apaixonados pelas viagens. O Porto recebe, pela primeira vez, uma reunião nacional dos Portugueses Emviagem, a 3.ª deste grupo nascido (e em contínuo crescimento) no Facebook,
graças a João Oliveira - um veterinário e professor de 37 anos com paixão pela arte de viajar.
No Facebook, já somos um grupo de cerca de mil viajantes "à séria".
E já vamos no terceiro encontro nacional: desta feita, o primeiro no Porto.
Os Portugueses Emviagem reúnem-se este sábado na Casa do Infante e, entre palestras, podem ouvir-se, de viva voz, como um pai e filho deram a volta a África numa 4L ou relatos de viagens pela Índia, Nepal ou a bordo do Transmongol
quinta-feira, 10 de maio de 2012
SACODE AS NUVENS
Sacode as nuvens
Sacode as nuvens que te poisam nos cabelos,
Sacode as aves que te levam o olhar.
Sacode os sonhos mais pesados do que as pedras.
Porque eu cheguei e é tempo de me veres,
Mesmo que os meus gestos te trespassem
De solidão e tu caias em poeira,
Mesmo que a minha voz queime o ar que respiras
E os teus olhos nunca mais possam olhar.
Sacode as nuvens que te poisam nos cabelos,
Sacode as aves que te levam o olhar.
Sacode os sonhos mais pesados do que as pedras.
Porque eu cheguei e é tempo de me veres,
Mesmo que os meus gestos te trespassem
De solidão e tu caias em poeira,
Mesmo que a minha voz queime o ar que respiras
E os teus olhos nunca mais possam olhar.
(Sophia de Mello Breyner Andresen)
sexta-feira, 4 de maio de 2012
MIA COUTO - PRÉMIO EDUARDO LOURENÇO 2011
O escritor
moçambicano Mia Couto
manifestou-se honrado e comovido
com a receção do Prémio Eduardo Lourenço 2011,
no valor de 10 mil euros, atribuído pelo Centro
de Estudos Ibéricos (CEI), com sede na Guarda.
«É uma grande honra para mim.
«É uma grande honra para mim.
Eu olho isto como qualquer coisa que é um desafio
para continuar, para fazer mais»,
declarou Mia Couto à agência Lusa
no final da sessão solene de entrega da sétima
edição do galardão,
realizada na presença do patrono.
O galardoado também disse estar
O galardoado também disse estar
«muito comovido» com a distinção por reconhecer
Eduardo Lourenço como «mestre do pensamento»
e por não esperar ser distinguido.
«Em princípio, não era esperado que um autor
«Em princípio, não era esperado que um autor
que é africano, que não é português nem espanhol,
produziu uma obra toda virada para uma outra
preocupação, que não era esta do iberismo,
fosse premiado», justificou.
O prémio anual, instituído em 2004,
O prémio anual, instituído em 2004,
que tem o nome do ensaísta Eduardo Lourenço,
mentor e presidente honorífico do CEI,
destina-se a galardoar personalidades
ou instituições, portuguesas ou espanholas,
«com intervenção relevante no âmbito da
cooperação e da cultura ibérica».
Desta vez, segundo o presidente do júri,
Desta vez, segundo o presidente do júri,
João Gabriel Silva,
reitor da Universidade de Coimbra,
foi atribuído a Mia Couto que
«alargou os horizontes da língua portuguesa
e da cultura ibérica».
O escritor e biólogo Mia Couto
O escritor e biólogo Mia Couto
(António Emílio Leite Couto,
de seu nome completo)
nasceu na Beira, em 05 de julho de 1955.
terça-feira, 1 de maio de 2012
FEIRA DO LIVRO 2011 - LISBOA
FOI em 2011 que a minha neta fez a ESTREIA dela
na FEIRA DO LIVRO - no PARQUE EDUARDO VI em LISBOA.
Ela diz que adorou...
espero que sim, pelo menos,
eu como AVÓ tento incutir-lhe o gosto pela LEITURA
junto às minhas imagens um poema
da autoria de 2 alunos do 4º ano escolar
uma HOMENAGEM a ELES:
POEMA AO LIVRO
Um livro
Não é só
Um monte de folhas
Com imagens e palavras.
É muito mais do que isso,
É descobrir a vida,
Sentir-se outra personagem.
Das palavras às ideias,
Das histórias à poesia,
De descoberta em descoberta
Vamos sorrindo à vida!
Por isso,
Não devemos deixar
Um livro abandonado,
Sem abrir, sem o ler,
Sem perceber
O que ele tem
Para nos oferecer!
Lê um livro
Filipe José – 4º ano
Bernardo – 4º ano
terça-feira, 24 de abril de 2012
"HAVIA UM MENINO"
[Havia um menino]
Havia um menino
que tinha um chapéu
para pôr na cabeça
por causa do sol.
Em vez de um gatinho
tinha um caracol.
Tinha o caracol
dentro de um chapéu;
fazia-lhe cócegas
no alto da cabeça.
Por isso ele andava
depressa, depressa
pra ver se chegava
a casa e tirava
o tal caracol
do chapéu, saindo
de lá e caindo
o tal caracol.
Mas era, afinal,
impossível tal,
nem fazia mal
nem vê-lo, nem tê-lo:
porque o caracol
era do cabelo.
(FERNANDO PESSOA)
quinta-feira, 5 de abril de 2012
NA QUIETUDE DO MEU SER...
sexta-feira, 30 de março de 2012
O CAÇADOR DE RAÍZES - PABLO NERUDA
“Eu pertenço à fecundidade
e crescerei enquanto crescem as vidas:
sou jovem com a juventude da água,
sou lento com a lentidão do tempo,
sou puro com a pureza do ar,
escuro com o vinho da noite
e só estarei imóvel quando seja
tão mineral que não veja nem escute,
nem participe do que nasce e cresce.
Quando escolhi a selva
para aprender a ser,
folha por folha,
estendi as minhas lições
e aprendi a ser raiz, barro profundo,
terra calada, noite cristalina,
e pouco a pouco mais, toda a selva.”
(NERUDA, Pablo.
O Caçador de raízes.
Antologia Poética,
José Olympio, 1994, p. 232.)
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