terça-feira, 1 de maio de 2012

FEIRA DO LIVRO 2011 - LISBOA





FOI em 2011 que a minha neta fez a ESTREIA dela
na FEIRA DO LIVRO - no PARQUE EDUARDO VI em LISBOA.
Ela diz que adorou...
espero que sim, pelo menos,
eu como AVÓ tento incutir-lhe o gosto pela LEITURA




junto às minhas imagens um poema
da autoria de 2 alunos do 4º ano escolar
uma HOMENAGEM a ELES:

POEMA AO LIVRO


Um livro
Não é só
Um monte de folhas
Com imagens e palavras.
É muito mais do que isso,
É descobrir a vida,
Sentir-se outra personagem.
Das palavras às ideias,
Das histórias à poesia,
De descoberta em descoberta
Vamos sorrindo à vida!
Por isso,
Não devemos deixar
Um livro abandonado,
Sem abrir, sem o ler,
Sem perceber
O que ele tem
Para nos oferecer!


Lê um livro




Filipe José – 4º ano
Bernardo – 4º ano

terça-feira, 24 de abril de 2012

"HAVIA UM MENINO"



[Havia um menino]

Havia um menino
que tinha um chapéu
para pôr na cabeça
por causa do sol.

Em vez de um gatinho
tinha um caracol.
Tinha o caracol
dentro de um chapéu;

fazia-lhe cócegas
no alto da cabeça.
Por isso ele andava
depressa, depressa
pra ver se chegava
a casa e tirava
o tal caracol
do chapéu, saindo
de lá e caindo
o tal caracol.

Mas era, afinal,
impossível tal,
nem fazia mal
nem vê-lo, nem tê-lo:
porque o caracol
era do cabelo.

(FERNANDO PESSOA)

quinta-feira, 5 de abril de 2012

NA QUIETUDE DO MEU SER...




Um pássaro desliza no céu
Um não…dezenas
Centenas deles
rasgam o silêncio da barragem
Maranhão
Nunca lá tinha ido
Mais uma descoberta
Neste cantinho
À beira-mar instalado
dilatam-se as pupilas da alma
e o tempo urge
o grito
a dor
o amor
num campo de flores










A vida corre
E na quietude do meu ser
Renasce a paz
O tempo para mim
É o espaço entre a ternura
E o deslizar de um pássaro no céu.

sexta-feira, 30 de março de 2012

O CAÇADOR DE RAÍZES - PABLO NERUDA



“Eu pertenço à fecundidade

e crescerei enquanto crescem as vidas:

sou jovem com a juventude da água,

sou lento com a lentidão do tempo,

sou puro com a pureza do ar,

escuro com o vinho da noite

e só estarei imóvel quando seja

tão mineral que não veja nem escute,

nem participe do que nasce e cresce.


Quando escolhi a selva

para aprender a ser,

folha por folha,

estendi as minhas lições

e aprendi a ser raiz, barro profundo,

terra calada, noite cristalina,

e pouco a pouco mais, toda a selva.”


(NERUDA, Pablo.

O Caçador de raízes.

Antologia Poética,

José Olympio, 1994, p. 232.)

terça-feira, 20 de março de 2012

DIA MUNDIAL DA FLORESTA - DIA DA ÁRVORE


Poema da Árvore

"As árvores crescem sós.

E a sós florescem.

Começam por ser nada. Pouco a pouco
se levantam do chão, se alteiam palmo a palmo.

Crescendo deitam ramos, e os ramos outros ramos,
e deles nascem folhas, e as folhas multiplicam-se.

Depois, por entre as folhas, vão-se esboçando as flores,
e então crescem as flores, e as flores produzem frutos,
e os frutos dão sementes,
e as sementes preparam novas árvores.

E tudo sempre a sós, a sós consigo mesmas.
Sem verem, sem ouvirem, sem falarem.
Sós.
De dia e de noite.
Sempre sós.

Os animais são outra coisa.
Contactam-se, penetram-se, trespassam-se,
fazem amor e ódio, e vão à vida
como se nada fosse.

As árvores, não.
Solitárias, as árvores
exauram terra e sol silenciosamente.
Não pensam, não suspiram, não se queixam.

Estendem os braços como se implorassem;
com o vento soltam ais como se suspirassem;
e gemem, mas a queixa não é sua.

Sós, sempre sós.
Nas planícies, nos montes, nas florestas,
A crescer e a florir sem consciência.

Virtude vegetal viver a sós
E entretanto dar flores."
(António Gedeão)



(fotos minhas)

terça-feira, 13 de março de 2012

DESTINO



"Nenhum trompete toca

quando são tomadas

as decisões importantes de nossa vida.

O destino é anunciado silenciosamente."

(Agnes De Mille)

domingo, 4 de março de 2012

CADA PORTA, UMA ESCOLHA




Cada porta, uma escolha.

Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo.

Outras, para um jardim de promessas.

Alguma, para a noite além da cerca.

Hora de tirar os disfarces,

aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se.